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Violência doméstica: Existe vida após separação – Relato real por Ruth Maria de Abreu

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Nesse mês é feita uma grande campanha de conscientização de que o câncer de mama mata, sei que é muito difícil uma doença dessa, ela chega devastando a vida de toda família e a pessoa afetada fica completamente sem chão. Nessa hora o amor de todos é muito importante e com isso vencer fica mais fácil. Mas existe um câncer tão sério quanto esse, chamasse violência doméstica onde a vítima na maioria das vezes não tem tratamento e muito menos cura.

Precisamos realizar uma grande campanha para fazer com que as mulheres saibam que existe vida pós-separação. Cada dia que nasce uma nova notícia, uma nova morte e na maioria das vezes com requinte de crueldade. Fui vitima desse câncer chamado violência domestica por muitos anos procurando cada dia uma desculpa diferente, mas tudo tem limite e um dia resolvi colocar fim em tudo, começava ali uma luta que as vezes eu pensava “Deus eu não consigo” dai eu olhava pra frente e dizia pra mim mesma  que eu precisava ter forças pra continuar em frente, então contrariando a todas as possibilidades em 18 de agosto de 2006 fugi de Anápolis com 2 filhas, uma com 20 anos se preparando para o vestibular e outra com 12 anos cheia de problemas com um quadro sério de dislexia.

Era ameaça atrás de ameaças, mas dessa vez a coragem foi maior do que o medo, então procurei uma delegacia onde duas super-mulheres, anjos da lei, Joana a agente de polícia e a então delegada na época Hilda, elas me ajudaram, me aconselharam e me mostraram que eu era capaz, nunca vou me esquecer de quando ela me disse “você quer virar estatística da polícia” e me mostrou relatos horríveis e disse “você ainda é linda, perfeita, mas já vi muitas mulheres mutiladas por maridos que dizem amar e usam isso pra machucar ou ate matar”.

Então essas palavras ficaram martelando na minha cabeça, horas de desespero, foi quando resolvi fugir, meu maior ato de coragem, pois fui contra tudo e todos, jamais imaginavam que eu conseguiria vindo para Brasília. Costurando, muitas vezes emendado retalhos pedacinho por pedacinho, transformando em tapetes e ate em roupas com muito esforço.

E trabalho e cuidando das minhas filhas a mais velha passou na UNB para veterinária e hoje uma médica veterinária reconhecida pelo seu trabalho, a caçula se forma esse fim de ano em gastronomia. Esses últimos anos foram de muito trabalho e de muitas alegrias, pois venci esse câncer chamado violência domestica e agora estou tirando meu projeto do papel. Projeto que foi criado para ajudar mulheres que precisam de uma saída.

A cada dia que vejo uma noticia de que mais uma mulher foi morta pela pessoa que um dia ela confiou, que um dia  ela amou, que viviam um sonho ate que de repente um pesadelo se estala na vida dessa mulher. A meu ver, fazer com que as mulheres alcancem independência financeira é uma grande ajuda, pois inúmeras mulheres vivem situações de violência por causa de situação financeira ruim, também temos que mostrar que se for o caso sair da cidade ou ate mesmo do estado pode não ser assim tão ruim, pois talvez essa seja a única saída para salvar a própria vida.

Em 2011 fui símbolo da lei Maria da penha no programa “Expressão nacional” da Tv Câmara, falei pela primeira vez sobre o que eu vivi, mas nos últimos 4 anos pude observar quantas mulheres não tiveram a mesma sorte que eu, não conseguiram recomeçar, não conseguiram ver uma linda formatura de sua filha em uma Universidade Federal, não pode ajudar seus filhos vencerem problemas  e se superar. Cada historia de uma mulher morta é mostrada com muita ênfase, com um destaque enorme por quase todos os canais de comunicação.

Então porque não mostrar tantas historias de superação, historias que pode ajudar muitas mulheres que as vezes não encontram saída por não  imaginar que existe outra vida além daquela vida de humilhação e medo. Aquela em que alguém olha pra você e diz “você não é nada sem mim” e de tanto você ouvir isso acaba se convencendo que realmente não é nada sem ele. E o maior medo do homem agressor é que a mulher descubra o tamanho da sua força, pois a força da mulher ela vem do amor que ela tem, seja pelos seus filhos, ou por ela mesma.

Hoje depois de 12  anos vendo minhas filhas, lindas mulheres independentes. E assim sou capaz de seguir ajudando outras mulheres, levando conhecimento, amor e mostrando que se eu e outras inúmeras outras vencemos, todas podem, basta coragem, primeiro coragem pra denunciar, segundo coragem pra não voltar atrás, terceiro coragem, muita coragem de trabalhar, fazer as vezes coisas que você nunca pensou em fazer para ganhar seu sustento, e você vai descobrir que essa é a chave da sua liberdade.

Conheci nesse tempo aqui muitas mulheres como eu, que trabalharam e venceram, mulheres vindo geralmente do nordeste e com filhos. Mas infelizmente na maioria das vezes deixam os filhos para trás, pois acham que não conseguem sustentar os filhos pequenos aqui. O que temos que aprender é que tudo tem o primeiro passo, e esse primeiro passo é sonhar, nunca deixe seus sonhos, eles são alimentos para sua coragem, esses sonhos por menores que sejam muitas vezes serão tudo que você terá, mas eles são caminho para outras  coisas boas que viram. Talvez eu não consiga ajudar todas as mulheres mas vou fazer o possível para ajudar o maior numero, pois se eu consegui, então  todas conseguem.

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Às vezes de quase nada adianta  e projetos que ajudam crianças com alimentação e reforço escolar, pois na maioria das voltam para casa e encontram uma realidade totalmente diferente daquela que viveu na ONG, pois na maioria das vezes um pai desempregado, uma mãe sem profissão ou seja, muitas vezes essa criança só vai se alimentar no dia seguinte, e pior muitas vezes a mãe dessa criança vive sendo agredida sem condição de fazer nada, pois sem uma profissão fica impossível dar condições aos filhos.

Pessoas realmente responsáveis por projetos sérios concordam comigo, pois não conseguem ajudar as mães. Existem muitos projetos profissionalizantes por todo Brasil, estruturas inteiras montadas para formação profissional tanto de mães quanto de pais que queiram aprender alguma coisa, mas está ai a grande dificuldade, essas estruturas na maioria das vezes estão fora do alcance da maioria das pessoas, pois não conseguem sair da sua casa para aprender alguma coisa, sei que muitas mulheres deixam seus filhos nos projetos onde eles terão pelo menos a comida, dai voltam para casa muitas vezes sem rumo, por isso meu projeto pretende em parceria com esses institutos ter uma sala de costura bem equipada para que essas mães possam também aproveitar seu tempo, além disso, pretendo levantar um grande projeto trabalhando com retalhos na colônia  agrícola 26 de setembro, uma comunidade maravilhosa de pessoas simples e apaixonadas pela vida.

O Projeto

Nosso projeto não é levar roupas usadas, sapatos, enfim, coisas doadas, sim receberemos todo tipo de doações tudo mesmo essa roupa que estiverem em bom estado serão doadas, mais na maioria das vezes, como são coisas que não estão em bom estado. Serão cortadas e o material usado para fazer coisas novas.

O maior objetivo do projeto é levar conhecimento as pessoas, sei que como eu tem inúmeras mulheres que como eu precisa de um passo para sair de situações ruins, sei o que procurar saída e só ver o fundo do poço, nossa 1 parceira a ONG EducaMar que faz um lindo trabalho com crianças e adolescentes de um lugar muito especial e muito pobre, mais cheio de pessoas sonhadoras e esperançosas. Penso que se cada um de nós fizermos um pouquinho e o poder publico fazer a parte dele assim teremos muita coisa para ajudar muitas mulheres.

Mostrar as mulheres que existe vida pós-violência, pós divorcio, enfim, pós tudo aquilo que um dia foi tudo que você teve ou pelo menos foi isso que te levaram a acreditar. Agora um sonho sai do papel se tornando um projeto que nasceu primeiro no coração de Deus. Fui escolhida por ele para assinar este projeto. Como eu já superei muitas coisas e aprendi que muitas mulheres não conseguem sair de uma vida de escravidão porque não tem condições financeiras, assim aprendendo a fazer algo que possa trazer além de ajudar financeira o mais importante é que será ajuda psicológica e emocional. Podemos assim ajudar seus filhos como eu pude, pois hoje vejo minhas sementinhas se multiplicando.

Vejo que existem muitos cursos em todas as áreas, mas na maioria das vezes não inviáveis para a maioria das mulheres, por isso precisamos levar ate elas meu projeto e atender ONGs, projetos e casas de recuperação femininas. Fazer crochê, panos de prato, mas o foco principal é ensinar as mulheres a costurar, na verdade a aprender a manusear uma maquina de costura, pois assim elas podem fazer qualquer coisa. Foi assim que eu consegui me levantar, porque se você souber costurar você faz qualquer coisa.

Por isso espero contar com pessoas, empresas, organizações que possam nos ajudar, como¿ Se você tem uma maquina que não usa mais, e mais tesouras médias e grandes, linhas, fitas, fios over-loque de todas as cores, linhas para crochê, agulhas para crochê numero 0, barbantes de todos os números acompanhados de agulhas, sacos para panos de prato, fitas de cetim e outras para laços, meias de seda para faixas de bebê, elástico numero 01, 1,5 e numero 2. Tecidos, flanelas, tecidos de algodão e malhas, enfim, tudo que possa ser usado para ensinar na área de costura e artesanato.

Contamos com todos para ajudar muitas mulheres por esse Brasil a fora.

Responsável: Ruth Maria de Abreu Brandão
Endereço: SHA Conj. 05 Chácara: 98 Lote: 12 – Arniqueiras  CEP: 71995-385
Contato: (61) 99500-4557

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