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IV Fórum de Comunidades Terapêuticas: A importância da Família na recuperação

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Este sábado, 26, foi marcado pelo IV Fórum de Comunidades Terapêuticas na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês. A abertura da cerimônia iniciou com uma oração feita pelo Frei John Londerry, que pediu um momento de reflexão contra a dependência química que assola o país, o mundo. O evento foi organizado pelo Frei Rogério Soares, juntamente com a Federação de Amor Exigente, com o tema: A Família no processo terapêutico da Dependência Química, e teve a participação de 60 pessoas no Auditório e assistido simultaneamente pelo país por mais de 1.400 internautas.

Para o Frei Rogério, o evento é motivo de orgulho pela perseverança e a intenção é o fortalecimento das CTs, uma maior integração e troca de experiências e observa que por estarmos em Brasília, “o centro do poder, devemos estar bem articulados”. Ele ainda explica que a família de um dependente químico adoece junto e precisa ser “acolhida, orientada e tratada, para depois cuidar de seu familiar”, pois se não tiver uma instrução adequada pode atrapalhar o processo de recuperação dos usuários de drogas.

O primeiro palestrante, Roberto Cavalcanti, Coordenador Regional da Federação Amor Exigente de Brasília, disse que a cultura motivadora das drogas começa já no útero da mãe, que comemora com a droga álcool a chegada de um bebê e observou que as famílias, que estão na luta para salvar os dependentes químicos, querem uma solução imediata, como por exemplo, a internação e esse não é caminho certo, pois é “preciso tratar o sistema, não só aquele que está no uso indevido de drogas. A família precisa sensibilizar-se, envolver-se e compreender o fenômeno para trabalhar processos de mudanças”, enfatiza.

Cavalcanti alertou o governo que é preciso criar um programa de prevenção nacional e a sociedade exigir do poder público ações voltadas a prevenção contra as drogas. Em exclusiva ao ImagineAcredite, ele disse que a nova PL 3399/2015 é “perigosíssima e teria que ter uma participação muito maior da população brasileira para saber sobre a realidade que se esconde de um discurso falso que é para atender o medicamento daqueles que necessitam”, pontua.

Já Adalberto Calmon, presidente da Confederação Nacional das Comunidades Terapêuticas (Confenact), pediu que sejamos família para ajudar os dependentes químicos no processo de recuperação, pois nas CTs eles tem a oportunidade de serem ouvidos e vivenciarem novas experiências, para que assim possam se tornar protagonistas de suas próprias histórias. Ele contou um exemplo de um acolhido que teve sua infância marcada por traumas de abuso sexual e foi importante o processo de escuta para que pudesse se libertar das drogas e lamentou que nas famílias ainda tenham os maiores casos de estupro, além das agressões verbais, físicas e psicológicas.

Ao ImagineAcredite, ele disse que “na família tudo acontece, as vezes é a origem do problema da droga, como também é a solução e o problema do usuário, muita das vezes, já vem desde criança dentro dessa família, porque, muitas das vezes, ele não é compreendido, não é levado a sério, não é amado, embora possa ter as condições de vida dentro da casa, como, estrutura e estudo, mas falta o essencial que é o amor”.

É claro que na palestra não poderia faltar um testemunho que mostrasse como a família pode ajudar os usuários de drogas na recuperação, por isso Osman Álvares dos Prazeres, pertencente ao grupo de Amor Exigente GAM e Servidor Público aposentado, foi convidado para expor sua experiência de pai de um dependente químico. Ele foi pai aos 16 anos e aos 19 teve que criar seu filho Rodrigo sozinho. O que tornou a vida dele dedicada ao filho, logo se tornou uma decepção e veio um questionamento de onde ele errou quando o filho começou a usar drogas. Como pai, ele buscou ajudar de todas as maneiras arrumando oportunidades para seu filho se libertasse da dependência química, o que não aconteceu. Um momento de tristeza foi ver Rodrigo preso na Papuda e ele entendeu que essa foi uma escolha pessoal do seu filho, já que tinha parado de viver sua vida e se tornado codependente e precisou mudar suas atitudes.

“Na verdade eu comecei a viver uma nova vida para esse meu filho, porque antes eu so era uma pessoa em cobrança e eu queria ter o respeito só de pai e não como uma pessoa que ele pudesse contar também como experiência de vida para que ele crescesse, se tornasse um homem. Então quando eu digo Codependência nunca mais ou o que envolve a família, é isso. Porque esse amor que a gente pensa que tem, que mostra, não é o amor verdadeiro, é um amor de cobrança que você finge que está sendo a pilastra para esse indivíduo, quando na verdade, a família precisa de apoio moral, emocional e o de sabedoria. O de sabedoria é saber dizer não para essa pessoa com amor e o amor constrói, faz a família verdadeira e esse amor faz com que sejamos unidos”, disse Osman em entrevista ao ImagineAcredite.

Por meio de videoconferência, o médico e ex-ministro e deputado federal, Dr. Osmar Terra, explica que não existe a droga medicinal e sim, existem substâncias que podem ser medicinal em alguma droga, como é o caso do canabidiol, e que, na verdade, há um lobby poderoso por trás da possível aprovação desse projeto e é preciso ter cuidado pois a maconha desencadeia doenças incuráveis, como esquizofrenia, psicoses graves, dependência química, bem como retardo mental. E ainda pontua que o viciado na droga que comprar as substâncias de qualquer jeito e acaba se tornando clientela escrava que faz qualquer coisa, inclusive, assaltos, rouba para arrumar dinheiro e isso gera impacto negativo na sociedade.

Terra ainda exemplificou a comparação da maconha com o veneno da Jararaca, que tem centenas de substâncias também, e uma delas é a bradicinina. “Separando a bradicinina, ela é usada hoje como um dos remédios mais eficientes para pressão alta, que é o remédio captopril e ninguém propõe criar Jararaca em casa para tratar pressão alta, ou seja, separa a molécula e usa”.

De acordo com o diretor Nacional de Articulação e Projetos Estratégicos (Senapred), Eduardo Cabral, o conceito família está ligado amor e acolhimento e que pode ser a última oportunidade que os jovens dependentes químicos encontram para se tratarem. Em seu testemunho, ele conta que só descobriu o verdadeiro significado quando foi para a Fazenda Esperança e lá teve uma nova chance de escrever um novo rumo a sua vida. “A Fazenda não só me restaurou, como ela me mostrou que eu precisava ser melhor todo o dia e precisava ajudar o outro a ser melhor todo o dia”, testifica Cabral.

Ele mostrou preocupação, em entrevista exclusiva, se o projeto 399/2015 for aprovado no formato que se encontra. “A gente vai ter muitos dependentes químicos, nós vamos ter muitos problemas porque a droga hoje está ligada a violência no país, como dependência química e o tráfico. Acho que o Brasil não precisa disso. As pessoas que hoje necessitam dos remédios o SUS está incorporando, então não tem pra que a gente plantar maconha”, reforça sua opinião contrária a nova PL.

Para encerrar as palestras, o subsecretário de Enfrentamento às Drogas (Sejus/DF), Rodrigo Barbosa, contextualizou o significado da palavra família, que é um grupo de pessoas relacionadas por laços de afeto e lealdade fortes e recíprocos, com uma história e um futuro comuns que participam de um sentido de lar e que a importância no processo de recuperação faz parte. “As famílias precisam entender que a dependência química é uma doença incurável, progressiva e pode ser fatal, mas tem tratamento”, garante Barbosa.

Questionado pela produção do ImagineAcredite, ele disse que o maior desafio no Distrito Federal, caso a nova PL 399/2015 seja aprovada, será conscientizar a população para que não desvirtue a proposta Legislativa e lembra que “as pessoas acham que a maconha é uma droga fraca, simples, só que não é. Ela é uma droga muito complexa que consegue transitar no efeito depressivo e no efeito alucinógeno”. E como as pessoas não conseguem identificar a complexidade da maconha, a probabilidade para o aumento da violência e do tráfico vai se tornar um fator preocupante na sociedade.

E antes de terminar o evento, o Frei Rogério agradeceu a presença de todos e elogiou a eficiência e organização do evento realizado pelo Roberto Cavalcanti, que aproveitou a oportunidade também para agradecer a Deus e ao Frei pela oportunidade. “Como o senhor disse, quando eu estava procurando um espaço para atender os familiares que me ligam constantemente desesperados com problemas com filhos, eu falei com o Frei Rogério e ele me falou: sinta-se em casa, aqui é a casa do acolhimento, aqui é a casa de Deus”, comemora Cavalcanti pelo êxito das palestras.

Fonte: Ascom ImagineAcredite

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