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Cracolândia, uma chaga aberta

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“É uma situação insana e inadmissível. Quando eles querem fazer bagunça, fazem. Alguém deveria se debruçar sobre a situação da área para tomar consciência do que isso representa.” O dramático relato de uma moradora da região da Cracolândia, no centro de São Paulo, retrata muito bem uma ferida aberta há demasiado tempo na maior cidade do País.

De fato, é inadmissível que o poder público não seja capaz de impor a ordem em um espaço tão circunscrito. Quando haverá uma solução definitiva para um problema que tanto aflige os paulistanos? Sucessivos prefeitos já passaram pelo Edifício Matarazzo e elaboraram seus planos para acabar com a degradada região da Cracolândia, todos sem sucesso, como qualquer um é capaz de constatar com os próprios olhos. Só o drama dos moradores, comerciantes, dependentes químicos, traficantes e transeuntes da região central é perene.

Na tarde de terça-feira passada, um grupo de usuários de crack promoveu mais um arrastão que levou pânico aos motoristas parados no congestionamento na Rua Helvétia com a Conselheiro Nébias. Dezenas de homens e mulheres visivelmente fora de si apedrejaram carros, chegando a entrar em alguns deles, e levaram tudo o que conseguiram carregar dos motoristas. Estes, aterrorizados, aceleraram seus veículos quando podiam e avançavam sobre as calçadas. Foi um milagre não ter havido mortos ou feridos com gravidade.

Noticiou-se que o arrastão teria começado após uma operação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na região. A verdade é que a irrupção de violência na Cracolândia não precisa de uma causa. Quando quer “bagunçar”, como relatou a moradora ao Estado, o grupo que lá está “bagunça”. E não raras vezes atiçado pelos próprios traficantes que atuam na região, que têm todo o interesse em usá-los como uma espécie de contenção às ações de repressão ao tráfico.

A bem da verdade, a Cracolândia hoje não é mais o que já foi em um passado recente, uma terra de ninguém onde milhares de pessoas sem qualquer controle sobre seus atos praticamente vegetavam em uma área confinada à espera da próxima dose de droga para aplacar sua dependência. Políticas públicas de acolhimento social, atendimento médico e psicológico, combate ao tráfico de drogas e reurbanização da região mitigaram o problema, com resultados pontuais, mas, como está claro, não o resolveram. Hoje, pode-se dizer que não há mais uma Cracolândia, mas pequenas “Cracolândias” em algumas áreas da cidade.

É dever da Prefeitura de São Paulo, com o apoio do governo do Estado no que for cabível, traçar um plano para, se não acabar de imediato com a Cracolândia, ao menos reduzir danos e projetar a reinserção daquela área degradada à vida da cidade no futuro. Estima-se que a população que frequenta a Cracolândia diariamente para consumir drogas – em sua maioria homens, negros ou pardos e com idade média de 35 anos – seja de, aproximadamente, 1.700 pessoas. Há que se entender as razões que levaram essas pessoas à situação tão degradante e traçar políticas públicas que, enfim, deem uma solução definitiva para um flagelo que, antes de tudo, é humanitário.

A solução para o problema da Cracolândia passa, necessariamente, por uma política de longo prazo que combine ações de assistência social, atendimento médico, suporte psicológico aos dependentes, reurbanização e, não menos importante, um combate incessante ao tráfico de drogas.

O crack há muito deixou de ser um problema da cidade de São Paulo. De acordo com o Observatório do Crack, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a droga está presente em 558 dos 645 municípios de São Paulo.

É de reconhecer que o problema da Cracolândia é de difícil solução. Envolve a brutal dependência química, dramas sociais e familiares muito particulares e a expansão cada vez maior do tráfico de drogas. A dificuldade, no entanto, jamais poderá servir como sinal de rendição do poder público.

Da recuperação à arrecadação

Retomada eleva receita de tributos e permite acerto de impostos diferidos.

A reação da economia, puxada pelo consumo e pela indústria, continua reforçando a arrecadação federal, mesmo num cenário de alto desemprego e de muita incerteza quanto ao próximo ano. O governo recolheu em novembro R$ 140,101 bilhões, 7,31% mais que um ano antes, descontada a inflação. Foi o maior valor arrecadado num mês de novembro desde 2014, quando a soma coletada pelo poder central chegou a R$ 142,286 bilhões. Mas a arrecadação do mês passado foi engordada pelo recolhimento de R$ 14,770 bilhões de tributos diferidos no primeiro impacto da pandemia. O total arrecadado em 11 meses, de R$ 1,320 trilhão, foi 7,95% inferior ao de janeiro-novembro de 2019, também com valores ajustados pelo IPCA.

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Dois fatores principais favoreceram a arrecadação de novembro: a produção industrial de outubro, 1,03% maior que a de igual mês do ano passado, e as vendas do comércio varejista, com crescimento de 6% no mesmo tipo de comparação. O principal fator negativo foi o fraco desempenho dos serviços, com vendas 7,40% inferiores às de outubro de 2019.

O setor de serviços começou a recuperar-se em junho, com defasagem de um mês em relação aos outros dois setores. Além disso, o crescimento até outubro foi insuficiente para o retorno ao patamar anterior à queda ocasionada pela pandemia. Depois de uma perda de 19,8%, o ganho acumulado até a última apuração foi de apenas 15,8%. Antes disso, indústria e comércio varejista já haviam voltado a um nível superior ao de fevereiro. Para os dois setores o tombo ocorreu em março e abril.

A arrecadação federal de novembro parece ter surpreendido parte do mercado. O valor recolhido foi superior à mediana das expectativas colhidas no mercado pelo Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado. As projeções foram de R$ 115 bilhões a R$ 146 bilhões, com mediana de R$ 137,80 bilhões.

“Ainda estamos otimistas com o resultado da arrecadação”, disse o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias. “Os números sinalizam trajetória positiva da arrecadação até o fim do ano”, acrescentou. O volume de compensações dos tributos diferidos, comentou, mostra contribuintes empenhados em liquidar os débitos. Até o fim do ano, segundo ele, o Tesouro deverá completar a recuperação dos R$ 62,822 bilhões diferidos até novembro.

A liquidação desses compromissos indica a melhora de condições de parte significativa das empresas. É um dado positivo para o governo e para o próprio setor empresarial. Com isso, o horizonte pode parecer mais claro, mesmo com a expectativa de retorno lento ao nível de atividade de 2019.

O balanço de 2020 deve mostrar um Produto Interno Bruto (PIB) sensivelmente menor que o do ano passado, com recuo de uns 4,40%, segundo projeções correntes. O prosseguimento da retomada em 2021 deve ser insuficiente, pelas estimativas atuais, para o retorno ao patamar do ano passado. Mas essa recuperação pode ser mais complicada do que estimam o governo e vários analistas.

Primeiro, é preciso ver o ritmo dos negócios. Em outubro a produção industrial superou a de setembro por 1,1%. Foi o menor crescimento desde o começo da recuperação. Também as vendas do comércio perderam impulso. Falta verificar como estarão essas atividades nos primeiros meses de 2021. Comunicados do Banco Central (BC) têm mencionado uma incerteza “acima da usual” em relação ao ritmo da economia no próximo ano.

Em segundo lugar há o risco de um novo surto de covid-19, já observado em várias das economias mais avançadas. Com ou sem mutações do vírus, o risco de uma nova onda é aumentado quando as pessoas se comportam de forma imprudente. A expectativa de vacinação de nenhum modo autoriza a imprudência.

Mas o maior fator de insegurança é o governo, até agora incapaz de exibir um compromisso firme com a gestão responsável das contas públicas e com a condução nacional de uma verdadeira política sanitária. Desses fatores, e especialmente do terceiro, dependerão os negócios, o Tesouro e a saúde dos brasileiros.

Fonte: Estadão

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